August 9, 2009
18:38
Ocultando passados explicativos e interessantes

 

Acontece com o tipo de pessoa cujo apreciar difere dos seres humanos normais: Quando alguém, durante anos, esconde detalhes - ditos desnecessários - sobre a vida de um segundo indivíduo, avaliando tratar-se de um aspecto tão insignificante, que nem ao menos merecia o convite para surgir em uma cordial conversa de fim de tarde.

 

Ilustrando - com palavras, mas ainda assim ilustrando: Descobri que um parente, o qual já tem suas madrugadas de falecido, escrevia diariamente em uma coluna para um também sepultado jornal da cidade, cujas páginas devem agora estar reunidas em um desses cubículos empoeirados, onde se guardam relíquias históricas impressas em papel.

 

O que haveria de mudar? Absolutamente nada.

 

O que explica? Muitas coisas. Talvez a existência destas letras - ou a facilidade de escrevê-las. É o que dizem sobre sangue, não?

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August 5, 2009
18:28
O Guia Antissocial para Pessoas Sociais

 

Há muito venho pensando que um manual prático sobre como lidar com pessoas antissociais seria um esclarecimento mais que necessário para a cabeça das pessoas sociais.

 

Por quê? Porque a responsabilidade de agir de maneira politicamente correta em um diálogo antissocial x social deveria estar incubida aos que se dizem tão dignos de manter conversações entre indivíduos de sua própria espécie.

 

Para começar, vamos a uma simples, porém brilhante, dica:

 

Dizer não a desconhecidos é uma tarefa das mais árduas. É por isso que cedemos cadeiras a estranhos, concordamos em baixar aquela música, geralmente recheada de sangradores de ouvidos, para você ou aceitamos imprimir o trabalho de geografia cuja data de entrega é o dia seguinte. Muitas vezes, entenda, não se trata de educação ou vontade latente de fazer o bem sem olhar a quem, porque, enfim...

 

Trata-se de uma incapacidade de negar algo a um semi-conhecido para quem você só acena com a cabeça se a tentativa de mexer no celular, desviar o olhar ou iniciar uma conversa com o(a) amigo(a) mais próximo(a) se mostra ineficiente. Amarrar o cadarço, fingir que esqueceu algo e abrir a mochila para checar se tal objeto ainda se encontra em sua posse também são boas táticas.

 

Então, por favor, tenha coerência e, para ser bem sincero, não peça, não insista.

 

Ainda mais valiosa do que a dica acima, aprenda, querido "quem?": Se alguém antissocial que não lhe conhece negou algo a você, passou da hora de revisar alguns conceitos. Que tal começar com aquela famosa frase: "Não devo pedir favores a estranhos"? Tia Ancelma, professora de religião da quarta série, ficará orgulhosa!

 

Novamente, só para fixar: Não peça, não insista.

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Comment by matheus on 5 Aug 09 at 18:48 AMT
Ah, eu ri, poxa. Mas não é tão incomodo negar favores a estranhos com delicadeza e sutileza, a não ser que ele seja um serial killer e... ok, parei. :)
August 3, 2009
19:36
Balanço de férias e recomeços

 

Fim de férias, fim de férias do blog.

 

Pois bem. Sendo direto, sucinto, pessoal e social ao mesmo tempo em um post... pela primeira vez?

 

Balanço das férias relativamente positivo dessa vez. Alguns planos realizados, outros que não poderiam ser mais falhos e ócio. Muito ócio. Nada fora do comum.

 

Pretendia ler mais: Falhei.

 

Planejei madrugar, viver em função do computador: Ok.

 

Ver filmes: Opa.

 

Levando em consideração as minhas prévias atividades cinéfilas, este mês de julho talvez tenha sido muito proveitoso. Com exceção de um filme sobre zumbis em um avião - tudo bem, confesso que já o baixei em um ato masoquista de premonição, assisti alguns exemplares simplesmente magníficos, além de ter visto certos filmes que há muito desejava ver.

 

Exemplos? Por que não fotos?

 

 

Psicose: Surpreendeu.

 

 

Laranja Mecânica: Atendeu expectativas. Muito bom.

 

 

Festim Diabólico: Filme para poucos humores, porém interessante.

 

 

O Mágico de Oz: Fantasticamente, talvez inconscientemente, emocionante. Terceiro filme de uma lista minha, mas... não, vocês não querem saber.

 

 

Um Corpo que Cai: Engenhoso. Conseguiu me surpreender.

 

 

De Repente Califórnia: Trilha sonora viciante. Bom filme. Repetível. Devo biscoitos ao Didi.

 

Talvez tenha ganhado minhas férias ao ver estes filmes, mas mesmo que não o tenha feito, sei que não perdi tempo em vão. Bem, continuando com a lista...

 

Terminar de assistir Friends: Falha.

Começar outra série de TV: Falha.

 

Lembrei-me de algo: Festa de Chá durante madrugadas. Foi uma experiência da mais saudável solidão antissocial. Chá gelado, fatias de bolo, leituras de bebericar e fantasmas. Recomendo.

 

Não escrevi (falo de contos e outras conclusões) como gostaria de ter escrito e me sinto muito inconfortável com essa declaração, embora não esteja faltando com a verdade. Desejem-me melhoras.

 

Comprei cadernos, decorei-os de acordo com minhas séries de televisão favoritas. Pergunte-me como.

 

 

Eu digo como: Ócio, insônia e ressaca mental das férias às vésperas da abertura do Fantástico no domingo que antecede o início das aulas.

 

Mais uma vez atendo-me a uma linha de pensamentos um pouco inconstante, trago ao mundo a existência de um local em minha rua, entre telhados ásperos e pontiagudos, grades negras e flores recortadas por arames farpados, que à luz de um desesperador final de tarde conseguiu atingir-me com uma tapa de luva por não ter uma máquina fotográfica. Um dia terei, caro telhado. Permaneça morto e invisível até esta data.

 

Conheci pessoas inéditas, conheci pessoas que já conhecia há anos e revelei segredos de túmulos. Descobri que não tenho medo de altura, mas fico com receio imenso quando sonho com locais altos e desprotegidos. Algo relacionado com minha incapacidade de segurar em parapeitos enquanto durmo.

 

Ainda no assunto "sonhos": Sonhei com sombras que sussurravam. Uma delas me falou que a "sua Antônia" havia deixado uma correspondência. Onde? Eu deveria respondê-las ou apanhá-las? Não sei. Nada mais disseram.

 

Consegui ensinar meu cachorro a sentar e deitar. Li Coraline, mas não vi o filme por discordar de uma concepção atual de fazer crianças crescer a mais que suas mangas nas páginas da obra escrita permitiriam.

 

Algo mais sobre as férias? Talvez dizer que aprendi algumas músicas no violão.

 

Ok, retornemos às aulas. O mundo continua igual lá fora, amigos. Comprovei uma teoria que propus já tem uns meses mentais.

 

Para finalizar: Mudanças no colégio, mudanças em horários e, para a minha imensa felicidade (sem ironia, por favor), poderei sair à noite, passar por engarrafamentos e luzes incandescentes de carros, além de buzinas e o som da individualidade.

 

É, o mundo continua igual lá fora, amigos.

 

E para não deixar um filme de fora:

 

 

Tinha como dar certo? Ingenuidade minha, meus caros, pura ingenuidade.

 

Flight of The Living Dead: Fatal error.

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Comment by matheus on 5 Aug 09 at 18:56 AMT
Ah, férias acabaram = sucks. :D Ah, eu vi a maioria dos filmes e q. ODJAODA Eu amo Psicose. Laranja é foda. Rope também, e como você disse... poucos humores [q] DJAODJAO. Nunca vi o mágico de oz, shelter e vertigo, nem flight of the living dead. o__o e esse último parece bizarro. E eu também vi vários filmes nas férias, comecei uma série, comecei livro, passei horas no computador... mas é, sair de casa = não. HAHA. Não que eu me incomode. :)
June 23, 2009
13:55
Pensamento aleatório - Línguas em pensamento

 

Se uma pessoa fala português e vive no Brasil, mas se muda para um outro país de, por exemplo, língua inglesa, e supondo que ela não tenha mais contato (ou tenha contato mínimo) com o português conforme o tempo, ela passa a pensar em inglês?

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Comment by matheus on 23 Jun 09 at 18:50 AMT
Medo. ODHAHODOHAOHD. Boa pergunta, nem sei, mas suponho que entre os dois idiomas.
Comment by stragado on 23 Jun 09 at 20:03 AMT
Isso me lembra o sonho das pessoas que nascem cegas... Como são?
Comment by cecy on 24 Jun 09 at 21:21 AMT
Suponho que sim... Quando eu era viciada em RBD, eu pensava em espanhol de vez em quando. Até quando eu falava sozinha comigo, eu falava em espanhol. o_O Imagina morando num lugar sem ter nenhum contato com outra língua...
Comment by giuliana on 26 Jun 09 at 19:11 AMT
Sim, com certeza. A pessoa faz tanto esforço para falar a outra língua que passa a pensar nela. Eu sonho em inglês e, quando fico muito tempo assistindo a séries de TV, começo a falar em inglês inconscientemente. :)
Comment by david on 4 Jul 09 at 22:17 AMT
já me peguei falando em inglês , super natural rere
uma vez falei em inglês com minha mãe sem querer, e ela fez: 'É O QUE MENINO?' eu eu pensei: 'que muhler burra, falei mais claro que água' e repeti o que tinha dito, EM INGLÊS sou louco, dica
June 22, 2009
20:14
Paisagens urbanas

 

Eu não sou, definitivamente, a única pessoa a admirar mais as paisagens urbanas do que as naturais, embora existam, sim, ocasiões para ambas.

 

O fato é que há uma atmosfera tão mais vislumbrante em cenários urbanos, que em comparação com locais já apreciados esteticamente, como uma praia ou o mar, as sensações despertadas pelos primeiros conseguem ser surpreendentemente mais intensas e distintas.

 

Indo de nostalgia à êxtase, a listagem de sentimentos ainda é capaz de passar por um vazio intelectual admirável, feito o qual não consigo obter ao encarar o balançar de ondas, por exemplo. É possível apenas existir por alguns segundos, esquecendo-se da sua posição momentânea e de qualquer anseio.

 

Deparamo-nos, então, com a existência da madrugada, afinal, a beleza urbana eleva-se a um grau absurdo com a presença da antemanhã. Espero ser compreendido quando digo que ser uma das poucas pessoas acordadas em um quarteirão é perturbador e bastante interessante ao mesmo tempo. Imaginar que apenas você, em um raio de metros, está vivenciando aquela mesma visão com tamanha intensidade é, em primeiro lugar, sentir-se privilegiado. Privilegiado, todavia deslocado.

 

A madrugada tem cheiros e texturas distintas e, bem, quando chover, caso você dedique apenas alguns minutos para observar a água sobre as calçadas, talvez entenda por que algumas pessoas, quando ouvem um  cortante e grave som durante a noite, esperam que o mesmo tenha sido causado por uma criatura gigante.

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Comment by matheus on 22 Jun 09 at 20:23 AMT
Eu não gosto de paisagens naturais. O movimento urbano tem algo de bonito, tudo em sintonia. E madrugada, aah, é muito foda. Deveriam ser pesquisadas, como os domingos.
Comment by damião on 30 Jun 09 at 23:02 AMT
Acho que é relativo. Odeio as pessoas que veem um pouco de areia, aí só porque são acostumadas com asfalto: AINN QUE LINDS AS COISIDEUS.
June 21, 2009
21:28
Pensamento aleatório - Descobrir bons jogos nos últimos dias de férias

 

Porque não há nada mais broxante do que encontrar o jogo da sua vida há apenas algumas horas antes da volta às aulas. Mentira, há, sim.

 

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Comment by matheus on 22 Jun 09 at 20:20 AMT
Eu ri.
21:22
Domingos

 

O ódio em massa aos domingos gira em torno de dois fatores principais: Eles marcam o começo da semana, ou seja, o início de atividades que requerem maior atenção do que o ócio online ou... ou nada. Eu iria adicionar um "ou sair com a galere no fds, hehe", mas o público leitor, no geral (espero), é uma vadia antissocial também, então...

 

Pois. Isso ou o fato de que os programas de televisão aos domingos não costumam satisfazer os telespectadores com bons conteúdos, mas pensando bem, há controvérsias.

 

Eu não costumo assistir televisão. Acompanho alguns programas televisivos da grade paga, mas são poucos e, de certa forma, inconstantes.

 

Então, teoricamente, eu não deveria me incomodar se um senhor de idade está arremessando dinheiro (!) dobrado em forma de avião de papel (!) para a plateia. Pausa necessária: Alô, noção acenando lá da quinta série. O povo que vai assistir programas desse estilo ao-vivo realmente vai por causa da "diversão"? Não consigo entender. Nada pode me convencer de que eles não recebem um x-tudo com suco de graviola só para aparecer lá, bater palminha na hora certa e tentar pegar aerodinheiro.

 

 

"Geisianny, caravana de São Gonçalo"

 

 

Sim, é verdade que voltar às atividades cerebrais na segunda-feira é complicado, mas ainda não explica por que os domingos são deprimentes até mesmo nas férias. Digo, você está lá, clicando e vegetando, vegetando e clicando, sem absolutamente nada de mais importante para fazer. Então por que a música de abertura do Fantástico ainda faz com que você sinta uma pontada no coração? Aquela sensação de "minha vida acabou"... aquele nervosismo sem sentido?

 

Trago a resposta: Os domingos são bizarramente dotados de um poder oculto. Seu dia foi ótimo? Não importa, já é noite, é domingo, morra. Seu dia foi terrível? Já é noite, é domingo, morra.

 

Até um tempo atrás eu pensava que eram especulações. "Afinal, eu já tive bons domingos...". Silêncio. Não, não consigo me lembrar de nenhum.

 

Perdido em devaneios nostálgicos, tentando encontrar um dia de domingo em que eu realizei alguma atividade proveitosa, caminhei até a varanda. Foi então que eu finalmente compreendi: Está além da nossa capacidade de raciocínio.

 

Desafio GITC: Tire fotos da rua da sua casa durante uma quarta-feira, uma sexta-feira, um sábado e um domingo. Em seguida, compare-as e fique surpreso: Aos domingos, todo tipo de movimento e qualquer resquício de vida cessam. Até mesmo as folhas não se movem. E quando um carro passa, o som que ele causa tem a capacidade de te deixar ainda nostálgico e exausto.

 

Certeza: Os domingos deveriam ser materiais de estudo para cientistas. Deixo a reflexão.

 

Colabore para a teoria dominicana e responda: Você já teve algum bom domingo? Ou mande fotos comparativas da sua casa ou rua durante o domingo. Sua denúncia será mantida em sigilo e seus dados não serão revelados.

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Comment by matheus on 22 Jun 09 at 20:19 AMT
Verdade, domingos deveriam ser mais pesquisados. Trazem níveis terríveis de depressão, fato.
June 18, 2009
20:05
TOP 5 - Músicas: Maio
  • Gothic Lolita - Emilie Autumn
  • Manic Depression - Emilie Autumn
  • Lighting Crashes - Pearl Jam
  • Go - Pearl Jam
  • Barracuda - Heart
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19:56
Pensamento aleatório - Gargalhadas como armas sociais repentinas

 

Um fato que não requer ócio para ser observado:

 

1) Algo cômico acontece.

 

2) Há uma pausa. Todos perceberam o que acabou de acontecer.

 

3) Todos planejam - ou não - rir.

 

4) Ninguém ri imediatamente. Esperam a multidão se manifestar para causar uma situação social de cumplicidade.

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Comment by matheus on 18 Jun 09 at 20:04 AMT
Ah, amei este pensamento. :) É verdade, né? Falo por mim mesmo, em algumas vezes. rs. E, ah, esperando mais postagens. E maiores.
Comment by bitch on 18 Jun 09 at 20:42 AMT
Bem, eu não sou assim. Estou sempre rindo, engraçado ou não. Até porque, a parte sem graça sempre é minha, logo, eu sou induzida a rir pela minha ausência de graça. q
Comment by stragado on 20 Jun 09 at 13:06 AMT
Acho que rir não é necessariamente assim não, mas palmas sempre são.
Rir ao contrário é Rir também. Assim como Bob.
May 15, 2009
23:44
A Vampira Ruiva

 

O dia mais conveniente da semana achava-se em seu fim. E por "fim", entende-se meio-dia. Quase de maneira desatenta, observei a materialização de uma vampira.

 

O ser surgiu em uma ponta da esquina e desdobrou-se graciosamente até a frente de minha casa, girando o pescoço comprido para contemplar, ainda que por míseros instantes, o pátio da garagem.

 

Seus cabelos, o motivo de meu despertar, eram rubros e cumprimentavam-se aos cachos pelas costas eretas. O rosto era digno de admiração e destacava-se pelo circular par de óculos sobre o nariz. Ainda incrédulo, percebi que por baixo da sombra azulada do guarda-sol em forma de trevo, achava-se uma pele vampiresca. Tão intocada por qualquer tipo de calor, que me questionei acerca da existência da visitante fantasmagórica. Se existia, não vivia há tempos.

 

Seu caminhar era arrastado, como se não possuísse tempo a perder. E não admitia vaidades. Nenhum colar a enfeitar-lhe o pescoço bebericável, nenhum adorno ao redor do pulso pontiagudo. As roupas nunca iriam destacá-la ao longo de uma multidão. Sua beleza era tão intensa que precisava ser camuflada com as mais mortas cores para que não fosse percebida. Estava disfarçada.

 

E ninguém, de fato, notou-a. Exceto por mim, que fui incapaz de impedir que a vampira fugisse, partindo para espalhar sua falta de sangue através de esquinas consecutivas, até desaparecer da única vista que parecia enxergar-lhe.

 

 

 

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Comment by david on 16 May 09 at 15:41 AMT
sei que você tá apx por uma menina ruiva e por isso escreveu isso e e
brinks KKK

Comment by kemily on 16 May 09 at 21:49 AMT
quero ser uma vampira e. comofas/ queria que meu cabelo fosse azul
22:43
TOP 5 - Músicas: Abril
  • The Art of Suicide - Emilie Autumn
  • Opheliac - Emilie Autumn
  • Milord - Edith Piaff
  • Padam Padam - Edith Piaff
  • Rien de Rien - Edith Piaff
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April 4, 2009
20:56
E se...



Olha, depois de muito pensar em um novo post, um devaneio ultrapassou interessantes reflexões sobre a aparente utilidade dos cursos de inglês e chegou ao pensamento verde deste que vos escreve.

Pois bem. E se alienígenas surgissem na terra e fizessem um único pedido: Que os humanos elegessem um objeto para representar toda a sua saga bípede no planeta? Algo que resumisse todas as aventuras em clima de muita azaração conquistas humanas? Que tal?

Sim, eu pensei sobre isso. O dinheiro? Uma árvore? O fogo? Música? Não mesmo. Eu escolheria um despertador. Simples e fácil de entender. Penso que o objeto que nos coloca de pé todas as manhãs merece algum respeito, não? Sem contar as interpretações das entrelinhas de um despertador.

Primeiro: Horários. S-U-R-R-E-A-L. Com certeza renderia um fatal error nos alienígenas. Seguimos marcações de tempo para realizar nossas atividades e contamos com o auxílio de objetos tecnológicos para isso. Alô? Quase um instinto natural fail.

Segundo: Soneca. Mais intrigante ainda. Façam uma pausa e encontrem um sentido na função a seguir: Despertadores têm botões que são apertados para adiar o acordar das pessoas. Quer coisa mais ambígua? Se eles fossem chatos e indignos, cadê que iria existir o "soneca"? Nunca. Morreria tocando músicas enjoativas em plena madrugada.

Porém, o ato de entregar um despertador aos nossos amiguinhos galácticos não seria tão inteligente, uma vez que os auxiliaria a planejar um ataque mais minucioso ao nosso planeta. Não sei o de vocês, mas meu despertador é pisoteado, arranhado e amassado (não necessariamente nessa ordem) diariamente. Sabe como é, né? Eu tentando abrir o celular pra apertar o soneca. Tenso.

Aquela coisa: "Ele não consegue nem desligar um despertador quando tá acordando, jura que vai conseguir desviar dos meus raios mortíferos e...?". Calma, essa frase tinha algum sentido quando eu comecei a escrever.

 

Enfim, digam-me, seres, o que vocês entregariam aos alienígenas? Não, não pode dizer "minha inocência".

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Comment by kemily on 4 Apr 09 at 21:02 AMT
eu me entregaria por alienígenas. cansei da Terra, tô indo :*
Comment by giuliana on 4 Apr 09 at 23:42 AMT
Já entreguei minha inocência a outra pessoa, por isso nem seria válida a escolha e.

Não acredito em alienígenas. SORRY.
Comment by giuliana on 4 Apr 09 at 23:43 AMT
Obs.: Texto super viajaaaaaaaaaaado *-* Devaneio-mor para escrever isso, né? hahaha. Mas gostei.
Comment by kemily on 5 Apr 09 at 13:03 AMT
bonito hein giu, fica dando a sua inocência pro primeiro que passa com um garrafa de vidro te ameaçando enquanto está indo pro curso de inglês IOSAIOSAOISA
Comment by viviane on 5 Apr 09 at 20:59 AMT
Entregaria o senhor verde que escreve isso. Afinal, ele não serve para nada mesmo. :]
Comment by giuliana on 7 Apr 09 at 14:37 AMT
Ai, Kem, era segredo :x ASHIUASHIASHIUAHASIU POSHA. Você não pode me revelar assim :( Olha só, os outros vão achar que eu sou uma vadjéa e.


JP esculachado pela Viviane. ADORO. *-*
April 2, 2009
18:40
TOP 5 - Músicas: Março
  • Guyamas Sonora- Beirut
  • In The Mausoleum - Beirut
  • Postcards from Italy - Beirut
  • The Canals of Our City - Beirut
  • The Scarecrow - Pink Floyd
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Comment by giuliana on 3 Apr 09 at 22:40 AMT
Sou super noob, nunca ouvi nenhuma.
March 28, 2009
13:04
Post Arroz #1 - Gengibre: Pra aliviar a garganta


Passeando por páginas durante meus constantes momentos de ócio, encontrei um site bastante interessante. Trata-se de uma espécie de blog, onde cada usuário registra-se com uma conta e realiza suas postagens.

O Gengibre utiliza um estilo já conhecido de "Seguidores". Ou seja, você pode selecionar os membros dos quais deseja receber updates e acompanhar atualizações.


Diferentemente de outros blogs e sites, entretanto, ele inova e trás postagens através de áudios, onde cada pessoa grava uma mensagem acerca de determinado assunto e faz as considerações que bem preferir. Achei uma ótima idéia e já ouvi muitos posts bons.

Alguns preferem seguir a linha do "diário virtual", outros utilizam o site para comentar sobre episódios de séries. Dicas, tutoriais, divagações e todas as abordagens já conhecidas dos blogs comuns.

Destaque para um post particularmente genial, em minha opinião: Algumas pessoas estão usando suas postagens de áudio para narrar contos por elas escritos. Eficaz, inovador e atrativo.

As mensagens de voz carregam rapidamente e podem ser enviadas de qualquer lugar, uma vez que os updates são feitos através do celular.

 

Em resumo, uma boa opção para os que preferem falar em vez de digitar - o que não é o meu caso, infelizmente. Pelo sim, pelo não, achei válido:

 

Gengibre: Pra aliviar a garganta

 

March 25, 2009
18:48
Roupas floridas não combinam com a noite



Fim de tarde. Prateleiras de vidro e compartimentos metálicos espalhados pelo local. Cheiro de papel e quinquilharias dignas de admiração. Canetas, lapiseiras, borrachas, embrulhos e uma sorte de objetos escolares ou de escritório.

Cédula atrativa em uma das mãos, dedos tamborilantes na outra.

"Quanto é uma caixa de grafite?", perguntei em voz alta. "É um preço justo, afinal", murmurei em voz baixa ao receber a resposta.

Ele estava curvado sobre uma máquina de xérox, dessas que mancham as fotocópias. Era branca e com um tampo fora do eixo dos parafusos. Tão precária estava que era necessária cautela ao fechá-la sobre o vidro reluzente.

A mulher ao lado estava usando um vestido verde e berrante. Era loira e, certamente, idosa. Usava um colar de metal contorcido, pendurado por um fio negro. Parecia um artefato cigano. Ela aguardava a cópia de um documento.

Eu estava a observar o local quando ouvi:

"Ah, não sei se dá para ler", o ser verde-berrante disse com uma voz espirituosa. "Dá pra ler?". Pausa.

"Ela tá falando comigo?". Olhei o papel sem atenção. Não li o que estava escrito, mas afirmei com um alegre gesto que as palavras gravadas eram extremamente legíveis. Sorri. Logicamente, não era um sorriso verdadeiro. Mas, ei, quem não sorriria para uma senhora usando roupas em limão?

Não encaro pessoas na rua, mas imagino que ela tenha sorrido de volta. E, depois, da forma mais fatal error possível, ela disse:

"Meu filho foi assassinado, estou tirando cópia dos documentos dele". Gelei. Movi os braços e olhei ao redor.

"Mas é a vida, né?", ela complementou, fazendo com que o dono da livraria concordasse.

É, é a vida. E, como eu disse, roupas floridas não combinam com a noite.

Nota de óbito: Ariadne Oliver em sua representação cinematográfica na foto.

 

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Comment by david on 25 Mar 09 at 18:56 AMT
ain atorein *-*
super minha cara (:
Comment by david on 25 Mar 09 at 18:58 AMT
ps: o tipo de coisa que eu gosto de ler rs
Comment by giuliana on 25 Mar 09 at 19:08 AMT
Eu era a idosa.
Comment by giuliana on 25 Mar 09 at 19:09 AMT
E, sorry pelo trocadinho inútil, mas green is the colour, rs.
March 16, 2009
18:20
House (M.D?)

 


Nunca fui um grande fã de séries televisivas, mas a primeira com a qual obtive maior contato foi House, M.D, que conta com atuais cinco temporadas. Como resumir o enredo não é o foco central desse post, uma pesquisa Google será útil:

"O personagem principal é o Dr. Gregory House, interpretado pelo actor inglês, Hugh Laurie.

House é um infectologista e nefrologista que se destaca não só pela capacidade de elaborar excelentes diagnósticos, mas também pelo seu cepticismo, comportamento anti-social e distanciamento dos pacientes, já que ele considera completamente desnecessário interagir com eles".

Pelo Wikipédia, com a devida licença old school para não escrever "antissocial".

Os casos médicos da série, que geralmente contam com doenças reais, mas em manifestações raras, nunca me incomodaram pelo lado "impossível" destas. Afinal, a série é de drama e o próprio personagem central se recusa a receber casos simplórios. Convenhamos: Assistir diagnósticos de gripe não seria interessante. Alô?

Comecei a assistir ao "show" e, cerca de três ou quatros semanas depois, terminei todos os episódios lançados. Até a terceira temporada, deparamo-nos com um mesmo esquema diário.

Pessoas felizes fazendo coisas felizes. Um ataque. Pausa para mostrar House em sua casa; chegando ao hospital; conversando com Wilson; conversando com a Cuddy ou em uma outra cena. Pausa para mostrar os médicos da equipe na sala onde realizam o diagnóstico diferencial. House entra, faz uma piada. Alguém arremessa o livro azul dos sintomas nele; alguém começa a lê o arquivo sem esperar um aviso prévio; alguém pergunta: "Onde você esteve, House?". Enfim, após falsas suposições e mais pausas para mostrar diálogos, o medicamento dado vai causar uma falência renal; do fígado ou do pulmão. Depois, House tem uma epifania, fixa os olhos azuis em um determinado ponto e sai da sala do Wilson; Cuddy; clínica ou outro local, chegando ao quarto do paciente logo em seguida. Ele grita: "Seu idiota!" ou "Qual a diferença entre -insira uma palavra- e -insira outra-? Os dois, quando -insira uma condição-, -insira uma reação-".

 

Estou reclamando? De forma alguma. Por mais "óbvio" que pareça quando colocado dessa maneira, cada episódio apenas deixava os espectadores com ainda mais vontade de assistir o próximo. Inclusive, e taí uma comunidade inteira no Orkut que não me deixa mentir, muitos viraram noites, tardes e madrugadas assistindo ao programa. E eu me incluo nesse grupo.

 

É fato que a série passaria por mudanças. Romper um pouco com o padrão, até mesmo antes que a audiência passasse a cair. Deixo claro que eu já sabia e apoiava a existência dessa possibilidade e, contrariando a opinião de alguns, adorei a quarta temporada, que trouxe dinâmica à série e evidenciou um pouco mais da trama por trás dos personagens. Estou dizendo que isso não existia antes? Não. E os episódios sobre o esposo da Cameron, sobre o pai do Chase, sobre a doença da mãe do Foreman ou outros inúmeros que forneciam ganchos dramáticos surpreendentes ou, no mínimo, interessantes? Eles estavam lá o tempo todo.

Então, o que mudou? Preciso colocar minha mão no fogo: Assistir a vários episódios "de uma vez" e ter a sensação de que "muitos ainda virão" é agradável. Não sei se outros compartilham desse sentimento, mas quando se tem que esperar o lançamento de um episódio, uma parte da magia acaba. Com o tempo, você acaba sendo mais crítico quanto ao que assiste. Quando um episódio não é tão interessante como o anterior, mas ainda é possível assistir dez depois deste, qual a diferença? Agora quando uma árdua para alguns semana se estica entre um e outro? O que fazer se seu personagem favorito, se seu shipper predileto ou determinado enfoque não apareceram no episódio? Simples: Broxar. O palavriado que me desculpe, mas, sim, broxar. Eu me pergunto se teria sido diferente se eu estivesse acompanhando, pausadamente, a terceira temporada, por exemplo.


Digo isso porque a quinta temporada veio com mudanças. As tramas supracitadas vieram à tona com mais força do que o esperado. Problemas? Nenhum. Achei interessante, até. Agora o que me incomodou, em alguns pontos, foi a posição do caso médico durante os quarenta e cinco minutos de "show". Inúmeros cortes para diálogos paralelos, relevância de outras tramas. Podem chamar-me de desatento, mas me lembro que, após assistir um dado episódio, pensei: "Ok, qual foi a doença daquela mulher? Acho que... não, isso foi semana passada".

Repito: Não me incomodo da posição em relação às tramas. Válido. Quero que assim continuem. Mas "espremer" pessoas doentes na série, oi? Por que não criar um ou dois episódios por temporada onde não exista um caso médico? Por que não inovar nesse sentido, dar uma pausa, ter bastante tempo para desenvolver os ganchos dramáticos dos personagens, respirar e voltar com doenças elaboradas, bem no estilo oldie, but goldie?

Se parei de assistir? Momentaneamente, sim, mas pretendo voltar. Talvez com a esperança de que eu ainda possa ver uma verdadeira epifania sem pausas para falar da vida de meio mundo do elenco.

 

 

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Comment by giuliana on 18 Mar 09 at 18:53 AMT
Confesso que concordo em vários pontos, embora prefira não me pronunciar sobre a 5ª temporada, que ainda não tive a chance de assistir :)

Enfim, sobre o restante... Sempre achei House metódico DEMAIS. Os episódios seguiam uma ordem irritantemente já estabelecida - que até foi citada no texto - em todos os episódios. Diferente de você, eu não ficava tão ansiosa pelos próximos episódios. Os ganchos dramáticos, unidos de doenças formidáveis em todos os aspectos, admito, não eram suficientes para manter minha vontade de assistir. Eu gostava da série, achava interessante. Por isso que, firmemente, cheguei até a quarta temporada. Devo dizer, a melhor de todas até agora *-* Movimentou a série por completo. E, ainda que eu adore a equipe anterior (sempre no coração rs), a mudança foi necessária e veio em muito boa hora. Agitou a temporada, que mesmo assim manteve a classe no quesito doenças exóticas. House continuou com o humor sarcástico, a ironia sempre tão impecável. Enfim, gostei muito. :)

Adorei a análise. Estou esperando por mais textos, haha.
March 15, 2009
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